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Performances da Memória

Performances da Memória é uma publicação organizada em quatro eixos:

. Gestos da memória, ou os visíveis do corpo
As memórias dos gestos atuam no mundo de muitas formas, seja na repetição mecânica (aprendizado perene), seja no espaço de invenção do corpo, ou de criação de novas visibilidades, atualizando acontecimentos em tempos simultâneos. Aqui estão o gesto do corpo em cena, o gesto como ação da montagem do cinema, o gesto da escrita, o gesto como imagem e também como ruído. Gesto é resto de traço, de movimento, de um momento, uma inscrição no espaço. Ele cria memórias para impermanências e atualiza incompletudes. Gesto do que não se completa, mas permanece.

. Memórias fraturadas: mapas abertos
A ideia de fratura remete a fenda, espaço vago, interferência física, deterioração ou quebra. A fratura cria um espaço de invenção na memória porque abre pra um vazio, disponibiliza um aberto. As fraturas do tempo não se qualificam como passado, presente ou futuro, mas promovem uma outra apropriação de espaço e entendimento de lugar. Um lugar não mapeado é atual porque abriga e performa possibilidades. Abrir as narrativas de memória para a ideia de devir, de imagens informes, de espaços de tensão; a proposta é pensar as memórias fora do tempo e sem lugar fixado, sem plano prévio de ocupação, feitas dos espaços que se chocam, metaforizados em marcas no corpo e em mapas por fazer..

. A imprecisão tecnológica como traço de memória
A incerteza do tecnológico na sua relação com o programável, com o que é incontrolável em sua natureza. As marcas da imprecisão são baseadas na instabilidade das máquinas, na aleatoriedade trazida pela ideia de uma memória processual, que produz marcas ao agir e modificar os programas que a instauram. Imaginação artificial, memória computacional, tecnologia digital, mídias móveis. A
poética da memória em ambientes programáveis, buscando identificar de que maneira os metadados, a lógica de programas em estado beta, as estruturas bio-tecno-lógicas, os softwares abertos, podem criar memórias em permanente volatilidade.

.Encontrar-se para perder-se: o fantástico da memória. As narrativas fantásticas do corpo, como criadoras de nossa própria história, demandam uma busca epistemológica híbrida. Abandonando a noção de pureza para entrar no terreno fértil do imaginário – ou da criação de novas memórias, performances contemporâneas se apropriam de enunciados diversos para melhor representar a realidade, os limites da ficção, o mundo do outro, a fantasia no cotidiano comum. As abordagens desta sessão buscam investigar a criação de visibilidades para os nossos delírios, num nível pessoal ou global, artístico ou político.

O livro inaugura uma publicação escrita por treze artistas e pesquisadores e organizada por Monica Toledo Silva. A obra é tema de um seminário organizado previamente no Centro Cultural da UFMG (Belo Horizonte), com autores em debate em três dias de evento. O livro é lançado na Biblioteca Pública de Belo Horizonte (Praça da Liberdade) e em seguida no Espaço UFMG do Conhecimento, junto ao evento Som e Memória, da FAFICH. Este evento exibe uma projeção em video na fachada externa da instituição de uma animação de imagens do miolo do livro, ilustrado por Sérgio Kal.

links

  • editora
  • centro cultural ufmg
  • espaço ufmg do conhecimento
  • youtube – registro projeção bh

Uma versão expandida desta video instalação é criada o lançamento em São Paulo, durante a exposição Performances da Memória na galeria Mezanino (com curadoria de Renato de Cara e performance de abertura de Luanna Jimenes), incluindo cenas de obras das co-autoras Júlia Panadés e Juliana Moraes, além da própria artista e organizadora do livro, Monica Toledo (que assina os dois videos). A mostra de artes visuais fica exposta por dois meses e também inclui obras de Sergio Kal.

Sergio é convidado a integrar o livro, e nele apresenta uma montagem de várias séries de gravuras autorais expostas em feiras, lojas, mostras e galerias – Casa da vó, Caixa de ossos, Infernos particulares, e ilustrações de outros processos visuais que ilustram esta provocação que envolve todos nós ao performarmos nossa própria memória em processos sempre evolutivos.

links

  • galeria mezanino
  • youtube – video

 

imagens

  • capa do livro
  • sumário (títulos e autores)
  • 3 ou 4 do miolo
  • frames do video (julia 2, juliana 2, monica 2)
  • poster do lançamento espaço conhecimento/ fafich sonora