[postmetainfo]

Escritas do corpo

Sentir e perceber, ver e dizer: como criamos discursos expressivos e nos manifestamos através da palavra, antes do processo de escrita? A palavra nem sempre carrega um sentido e se desfigura e reconfigura à medida que nos movemos e somos afetados no mundo. Os diálogos da dança com as tecnologias geram formas de enunciação presentes em toda forma do viver. Sem sermos bailarinos nem tecnocratas, experimentamos a palavra todo o tempo criando comunicações que são escritas pelo corpo vivo, sem fim nem começo e em várias direções.

Os lugares onde a escritura para o mundo se encontra com os textos do corpo, múltiplos e simultâneos, são os espaços criativos que nos movem e fazem criar novos conteúdos e formas de fala. A palavra, clara ou difusa, linear ou alegórica, se revela personagem central nesse campo de mediações e negociações com o novo, que nos (co)move antes de virar texto. Em que formas discursivas o corpo se apresenta antes da palavra? Como geramos sentidos a partir da realidade em rede? Como se dão a temporalidade, espacialidade, subjetividade, nos campos da simultaneidade?

As palavras escapolem do real comum para manifestar suas singularidades corpóreas ao mesmo tempo em que habitam um vasto campo de negociações virtuais dialógicas e ali também formulam suas escrituras. as escritas do corpo são o fio condutor desta teia que envolve novos formatos e formas de dizer, em textos hibridizados de emoção, informação, intensidades e afetos. No diálogo da dança com a tecnologia, como criamos falas? Qual é o espaço da dança na elaboração de conteúdos do corpo que convive com vazios e cria suas próprias durações? Qual é a escrita que se elabora destes espaços e contextos?

links

  • livraria belas artes

 

imagens

  • cartaz palavra trocada
  • 3 registros do encontro (1 vitrine)
  • cia nós lá em casa (patricia)