Adoção de animais domésticos durante a pandemia

Uma confortável noite de sono, uma xícara de café quentinho e uma boa companhia. Não há exatamente uma fórmula para resumir o modo de encarar a reclusão causada pelo isolamento social indicado durante uma pandemia, principalmente por não haver comparativo ou um exemplo a seguir, então como confirmar que os três pontos inicialmente citados são reais?

Dormir é essencial à biologia humana, não há o que contestar. Com a flexibilização do home office para alguns, trocar o expediente do dia para a noite pode ter se tornado uma realidade, e é super válida, contanto que a produtividade se mantenha regular e o descanso seja suficiente. O café quentinho pode facilmente ser substituído por um chá, um suco, ou qualquer que seja sua bebida de preferência.

O ponto de disrupção, no entanto, está no item final: a companhia.
Estruturas familiares podem apresentar formatos diversos, e o isolamento se mostrou tanto um incentivador de combustão quanto um reforço de laços e princípios.
Estando de um lado ou de outro desta corda-bamba, não é fácil para ninguém.

Busca por pets aumenta com o isolamento

Uma unanimidade constatada, entretanto, é a adoção de animais de estimação, que ilustra muito bem como uma boa companhia é necessária para o alívio de condições mentais, como a ansiedade.

De acordo com a ONG União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), houve um aumento de 400% na procura por pets, principalmente cães e gatos, na cidade de São Paulo, apenas no primeiro trimestre da pandemia.

Na era digital, o caminho natural de toda tendência é seguir um padrão: consultar na internet. Não só o modo de adoção foi adaptado de acordo com as recomendações dos órgãos de Saúde Internacionais, sem as visitas presenciais antes de escolher qual pet levar para casa, como a própria vivência de estar guardião e cuidar.

É aí que a experiência do usuário se mostrou aliada fundamental das entidades da causa animal. Acompanhe para entender.

Inovação contra o imprevisível

Um levantamento do Instituto Pet Brasil (IPB), de 2019, identificou cerca de 3,9 milhões de animais em condição de adoção no país. A grande maioria é composta por cães, seguida por gatos.

A prática de criar uma galeria para postar fotos dos bichos no site das ONGs não é novidade, mas o fator principal decisivo era sempre a visita. Sem poder aglomerações, a internet se tornou a única saída para que a guarda desses animais fosse repassada para tutores interessados. Foi necessário ir além.
As redes sociais ganharam força, possibilitando a postagem de vídeos e transmissões ao vivo. Agora era possível ver como de fato o pet se comporta numa rotina diária e conhecer sua personalidade. Além disso, há a comodidade de receber o animal sem sair de casa, em total segurança. 

Ações como essa alteram completamente a percepção dos usuários com uma marca. Apesar de a adesão e reconhecimento de um lar de adoção de animais ser majoritariamente positiva, é possível estreitar os laços, trabalhar a afeição e a empatia, que resultam em apologia. Quem não ouvir coisas boas sobre si, receber indicações? Assim nascem os defensores da marca.

Adotar um pet vai além de acolhimento

Comunidades são formadas, e com elas os bens de consumo se estruturam. Lei básica da oferta e demanda. 

Aos tutores de primeira viagem, perguntas diversas surgem sobre cada detalhe. É necessário registrar? E a vacinação, como funciona? Qual o melhor alimento para a raça que eu adotei, na idade que ele está? Há até quem se surpreende com a variedade de ossos disponíveis no mercado.

A indústria em torno da causa é bastante ativa, e vai de profissionais e cuidados estéticos e higiênicos a objetos de lazer e alimentação. E a experiência do usuário, neste caso no plural, pois inclui tanto o animal quanto seus guardiões, não fica de lado.

Aplicativos gratuitos e pagos auxiliam a monitorar os exercícios em passeios do animal, outros facilitam o adestramento e alguns servem como guia de primeiros socorros para caso sério aconteça. Tudo a poucos cliques.

Estendendo a linha de serviços, quando a PremieR pet convidou a Sapien Desing para desenvolver a identidade visual da marca pensou também na usabilidade do usuário. Com produtos que variam de alimentos nutricionais a canal de conteúdo audiovisual, e até uma plataforma com cursos, a comunicação precisava despertar uma experiência coesa, acessível, mas particular para atender à demanda de cada cliente, fosse ele o criador, o administrador ou o veterinário.

Cada vez mais, a preocupação com ter uma plataforma otimizada e atendendo com o máximo de precisão à necessidade dos usuários é o que determinará quais marcas deverão conquistar relevância não só hoje como no futuro. Atualizações serão esperadas, já que o mercado está em constante evolução, assim como as preferências do público.

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