A última barreira do varejo digital

Praticidade. Esse é o principal motivo que elevou as vendas online em muitas indústrias, como a de tecnologia, literatura, eletrodomésticos e vestuário, na última década. É fácil de procurar opções e comparar preços, rápido de pagar, e a entrega alcança prazos razoáveis. Mas um setor sempre enfrentou resistência à adesão do e-commerce: o de comodities. Mais por conta do cliente, habituado a ir no mercado ou feira para selecionar, com especificidade, cada um dos itens da lista de compras. É compreensível. O medo de produtos com qualidade abaixo da esperada serem entregues existe, sem contar o tempo de espera até as compras chegarem em casa. A grande maioria dos alimentos é perecível, afinal de contas. O que ninguém esperava era uma alteração imprevista nos costumes da população, com a chegada de uma pandemia e sugestão de isolamento social radical. Um medo deu espaço a outro: o contágio. O varejo precisou se adaptar, e o consumidor também.

 

Novos hábitos
Opções diversas tornaram-se cotidianas, com auxílio de aplicativos para celular. Empresas passaram a adotar aplicativos de entrega de lanches, como iFood e Uber Eats, como alternativas à reclusão da população para a venda desses produtos essenciais, além dos sites e aplicativos próprios de cada mercado.
Uma pesquisa da Google Survey indica que no auge da pandemia do COVID-19, 19% da população deixou de ir a lojas físicas da indústria alimentícia e passou a consumir pelo e-commerce. Isso é motivado principalmente pelo sentimento de controlar os produtos que serão entregues, em termos de aparência, qualidade e marca.
O tempo de espera pela entrega tornou-se uma das principais reclamações dos consumidores, fato que levou os empresários a repensar logística. Com aumento repentino do hábito de varejo online, poucos eram os que já estavam estruturados, e ainda assim, a demanda superou o imaginável.
Para os menores, a remodelagem foi ainda mais crucial, e proporcionalmente desafiadora. Acompanhe para entender.

Impulsionando o comércio local
Com a economia na corda bamba e sem qualquer previsão ou antecedente, ninguém está a salvo. Em diversos setores, empresas fecharam as portas por não conseguir se adaptar ao novo cenário ou pela baixa procura dos consumidores.
Nascia então um movimento online de apoio aos comerciantes de bairro. Para que esses milhares de pequenos e médio empreendedores continuassem em funcionamento durante o isolamento social, a ideia foi provocar a empatia pelas redes sociais. A ação surtiu efeito moderado. Segundo a pesquisa do Google Survey, 17% da população optou por ajudar o comércio local.
Ainda assim, havia o obstáculo da mão-de-obra e logística. Sem muita margem para novos investimentos, foi preciso trabalhar duro e colocar a criatividade em jogo. Aplicativos como Instagram e WhatsApp e até mesmo ligações telefônicas passaram a comandar o mercado. A entrega, por meio de bicicletas ou carro. Alternativas econômicas, mas que condizem com a realidade financeira e estrutural desses comércios, geralmente empresas familiares.

O que o futuro reserva?
Mas será que tanto esforço para adaptar o mercado será válido no futuro? O pós-pandemia dará continuidade aos hábitos adotados de modo quase compulsório? Ainda não há como saber.
Estima-se que cerca de 51% dos consumidores que adotaram o e-commerce no varejo alimentício tenham interesse em seguir com o formato de compras mesmo com o “novo normal”. Mas como toda tendência, o futuro é incerto. É preciso pagar para ver.
Assim como o home office, antes um preconceito para muitos empresários, o varejo digital de comodities mostrou-se uma realidade viável. E bastante atrativa. Independente disso, comida é considerada necessidade fundamental, não à toa que houve gente fazendo estoque de produtos diversos no início da pandemia. A indústria não vai perder espaço, essa é a única certeza.

 

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