A ideia de criar a galeria surgiu de algo muito simples: uma vontade de me reaproximar da arte e dos diálogos com artistas – algo que sempre me fez bem. Depois de retornar ao ambiente corporativo, senti uma certa nostalgia. Quis retomar esse contato direto com o universo artístico, mas sem deixar de lado o design e o trabalho que fazemos aqui.
Além da reaproximação pessoal, existe uma vontade real de integrar arte e mercado. Isso já aconteceu no passado, quando artistas criavam projetos comerciais e corporativos com naturalidade. Por que não permitir que essas duas dimensões convivam novamente?
A galeria também tem tudo a ver com o modelo de casa que construímos na Sapien. Assim como você quer ter um quadro na sala que te faz bem, uma galeria dentro da casa traz vida para o espaço, humaniza, aquece. Aqui temos muitas paredes, muitos quadros, e essa presença estética muda a atmosfera.
A proposta da galeria é essa: criar conexões com o que te faz bem. Pode ser um cachorro, um café sendo coado, o cheiro do café moído. Pode ser uma gravura de o ukyo-e ou um quadro de uma gaivota. É essa comunhão com algo que outra pessoa criou e que, de alguma forma, toca você.
A Galeria Sapien é isso. Um espaço para aproximar artistas das coisas que gostamos de ver, viver e consumir. Um espaço para que a arte dialogue com marcas que também acreditam na sensibilidade como parte do processo – como a Natura, por exemplo.
Na nossa casa, tudo convive: o quadro, o perfume, o café, a conversa. A galeria é só mais uma forma de continuar habitando o mundo com intenção.
– Sergio Kal