11 capas de álbuns nacionais polêmicos e criativos para você se inspirar

As novas gerações talvez não tenham visto ou tocado em vinis, hoje itens de coleção. Os CDs, que até poucos anos aposentaram os grandes discos das prateleiras, seguem o mesmo caminho. A era digital trouxe uma nova forma de consumo para o mercado fonográfico, com download das faixas e posteriormente os acessos por streaming, mas um item mantém a força e relevância apesar do formato de mídia: a capa.

Muitas vezes o primeiro contato do usuário com o produto, as capas dos álbuns podem funcionar como porta de entrada para o consumo, despertando as mais variadas sensações no ouvinte. Quem nunca se pegou admirando uma, buscando observar cada detalhe daquela obra à sua frente?

Nesta lista, selecionamos 11 capas de discos de músicos brasileiros que provocam uma experiência visual, afirmando o conceito atribuído à mensagem passada naquele catálogo de canções através do projeot gráfico. Para que você acompanhe a evolução de diferente técnicas e estilos artísticos, a postagem seguirá uma ordem cronológica.

Os Mutantes - “Jardim Elétrico” (1971)

No auge da carreira, o ousado grupo liderado por Rita Lee lançou seu quarto álbum, Jardim Elétrico. A capa trazia a ilustração de uma planta de cannabis com cores vivas e atmosfera psicodélica. Criação de Alan Voss, a arte cumpriu a premissa de chocar os mais conservadores, ainda durante o período do Regime Militar.

Maria Bethânia - “Drama 3° Ato” (1973)

No ano anterior, a baiana havia lançado um álbum intitulado “Drama” dividido em dois atos, como um espetáculo teatral. O terceiro ato surgiu do registro do show ao vivo, com canções inéditas e uma capa que trazia inclusões gráficas à fotografia, retratando Bethânia com traços da arte clown.

Tom Zé - “Todos Os Olhos” (1973)

Uma das capas mais polêmicas, o trabalho sonoro experimental não foi tão bem recebido à época. Por anos permaneceu a teoria de que a imagem é a fotografia de um orifício anal com uma bola de gude em vez de uma boca. O mistério nunca foi realmente solucionado. Alguns dos envolvidos, incluindo o próprio cantor, nunca chegaram a um consenso.

Cartola - “Verde Que Te Quero Rosa” (1977)

Quando falamos em Cartola, a escola de samba Mangueira surge imediatamente como sinônimo relacionado. Para o lançamento do disco em 1977, o fotógrafo Ivan Klinger ficou responsável pela sessão de fotos e foi à casa do sambista. Enquanto conversavam, se deparou com uma cena cotidiana e registrou. A composição comunicava com exatidão a proposta que Ney Távora, diretor de arte do álbum, sequer achou necessário incluir o título por escrito sob a imagem.

João Bosco - “Linha de Passe” (1979)

Mello Menezes é um artista plástico e ilustrador conhecido por desenvolver muitas capas de álbuns, e já havia trabalhado com João Bosco para a capa de “Tiro de Misericórdia”. Para o novo álbum, que continha a até então inédita “O Bêbado e a Equilibrista”, trouxe referências do Expressionismo e do Cubismo.

Kid Abelha - “Pega Vida” (2005)

Último de inéditas do trio, o disco traz letras eróticas e provocativas. Os desenhos de Mari Stockler no projeto gráfico assinado por Fernanda Vila-Lobos convidam a uma viagem não apenas na capa, como em todo o encarte, em figuras de traço psicodélico diretamente ligados à história de cada canção.

Pitty - “Anacrônico” (2005)

Os baianos da Pitty lançaram seu segundo trabalho em 2005. Com a imagem da cantora mais que consolidada em cenário nacional, optaram por trazer um projeto gráfico todo em desenhos, pelas mãos do quadrinista Edinho Sampaio. Na capa ele apresenta as “drongas”, as meninas da época com um toque retrô, “ou de ontem com um toque futurístico, com uma malícia não declarada, uma inocência pervertida”, como explicou a cantora.

Marcelo Jeneci - “De Graça” (2013)

Em processo inverso, o disco autoral traz na capa duas fotos do cantor em sobreposição, em clique de Daryan Dornelles, com projeto gráfico de Cristina Naumovs, diferente do primeiro CD, “Feito Para Acabar”, onde seu rosto não aparecia.

Anitta - “Bang” (2015)

Identidade não apenas do álbum como do single homônimo que deu início à nova era, “Bang” é assinado por Giovanni Bianco. O projeto gráfico utiliza as cores primárias com sobreposições ilustradas, em inspiração no Pop Art.

Criolo - “Ainda Há Tempo” (2016)

Quando decidiu reeditar seu disco de dez anos antes, o rapper sentiu que precisava trazer algo novo também à parte visual. Convidou Pedro e Gil Inoue, que revisitaram, de certo modo, a capa do original. Utilizaram os elementos do céu, das nuvens, e substituiram o semáforo amarelo pelo rosto do cantor.

Jão - “Anti-Herói” (2019)

Conhecido como principe da sofrência entre os mais jovens, Jão embalou seu segundo álbum ao término de um relacionamento. A ilustração de Sérgio Cupido traz o próprio cantor em cena densa, dramática, caindo dos céus após receber uma flechada, que representa, nas palavras do músico, “o sentido mais cruel do amor”.

A última barreira do varejo digital

Praticidade. Esse é o principal motivo que elevou as vendas online em muitas indústrias, como a de tecnologia, literatura, eletrodomésticos e vestuário, na última década. É fácil de procurar opções e comparar preços, rápido de pagar, e a entrega alcança prazos razoáveis. Mas um setor sempre enfrentou resistência à adesão do e-commerce: o de comodities.

leia mais...
Casa da Vó - Sergio Kal - Sapien Design

Casa da Vó

Nossas melhores lembranças são aquelas que quando passam permanecem pra sempre na memória. Nossos lugares de afeto se fortalecem no tempo e se transformam em muitas coisas, como a série Casa da Vó, que virou fotografia, desenho, xilogravura, estamparia e lambe lambe.

leia mais...